United corta voos para Venezuela


A Venezuela não receberá mais voos da United Airlines. A companhia norte-americana opera Houston-Caracas diariamente, mas interromperá o serviço a partir de julho alegando demanda insuficiente.

O país presidido por Nicolas Maduro, aliás, deve perder mais voos nos próximos meses, talvez semanas. É o que alerta o VP da Iata para as Américas, Peter Cerda, durante convenção da associação em Cancun, México.
Brunna Castro
Peter Cerda, da Iata
Peter Cerda, da Iata
"O governo venezuelano ainda retém mais de US$ 3,8 bilhões em fundos de companhias aéreas, o que contradiz contratos assinados por ele mesmo", afirmou Cerda. "Aos poucos, infelizmente, a Venezuela está cortando a si própria do resto do mundo. Não creio que haverá um corte geral, mas a conectividade deve ser limitada em um grande número de mercados."

Somado a isso há a crise política e econômica pelo qual o país sul-americano passa. "A prioridade da Venezuela não é aviação. Quem lê os jornais sabe o que está acontecendo no país. Estamos chegando a um ponto em que as companhias aéreas precisam se decidir."

No mês passado a Tap deixou de vender tíquetes ao destino sul-americano alegando não obter resultados financeiros suficientes. Ano passado foi a Latam Airlines que suspendeu seu serviço a Caracas a partir de Brasil, Chile e Peru.